Lula nega proteção a filho e propõe novo ministério no JN.
Presidente descarta qualquer interferência em apurações da PF, rebate menções a lobista e defende atuação integrada com estados contra o crime organizado

Por Redação SOU+

O presidente da República e candidato à reeleição, Luiz Inácio Lula da Silva, participou na noite desta quinta-feira, 27 de agosto, da sabatina do Jornal Nacional, da TV Globo. A entrevista foi marcada por questionamentos sobre as principais polêmicas e investigações que envolvem o terceiro mandato de sua gestão, além de temas voltados à economia e propostas para a segurança pública.
Ao ser confrontado sobre os inquéritos da Polícia Federal que apuram suspeitas contra seu filho Fábio Luís Lula da Silva (Lulinha), o presidente garantiu que não haverá interferência do Palácio do Planalto. Lula declarou que não moverá "um milímetro" para proteger o filho e enfatizou que, caso comprovada qualquer irregularidade, ele deverá responder à Justiça como qualquer cidadão, afirmando crer na inocência de Lulinha.
POLÊMICAS, CASO MASTER E DESAFIOS DA PREVIDÊNCIA
Sobre as mensagens e registros fotográficos com a lobista Roberta Luchsinger, Lula rebateu afirmando que nunca teve relação de proximidade com ela e classificou declarações atribuídas à empresária como fantasiosas. O petista também abordou o Caso Banco Master e defendeu que as apurações sigam sem blindagens políticas.
Em relação aos escândalos e fraudes investigados no INSS, o presidente sustentou que os desvios foram identificados e desarticulados pelas forças de controle durante seu governo, afirmando que o Executivo tem trabalhado no ressarcimento aos aposentados e na redução da fila de espera do órgão previdenciário.
PROPOSTAS PARA NOVO MANDATO E SEGURANÇA PÚBLICA
Na reta final da entrevista, o candidato destacou suas metas para um eventual próximo mandato, com foco central no combate ao crime organizado. Lula defendeu a aprovação da PEC da Segurança Pública e a recriação do Ministério da Segurança Pública de forma autônoma. A medida visa coordenar ações de inteligência com governadores e prefeitos para retomar territórios dominados por facções criminosas e delimitar com clareza o papel da União na área.
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