Cametá

Coletivo NoiteSuja realiza oficinas de formação em arte Drag e cultura dissidente em Cametá

Integrando a 4ª Residência Artística Drag Itinerante, projeto promove capacitação teórica e prática para a comunidade LGBTQIAPN+ local

Redação SOU+

Por Redação SOU+

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Coletivo NoiteSuja realiza oficinas de formação em arte Drag e cultura dissidente em CametáColetivo NoiteSuja realiza oficinas de formação em arte Drag e cultura dissidente em Cametá — foto 2Coletivo NoiteSuja realiza oficinas de formação em arte Drag e cultura dissidente em Cametá — foto 3Coletivo NoiteSuja realiza oficinas de formação em arte Drag e cultura dissidente em Cametá — foto 4
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Fotos: NoiteSuja /Junior

A arte Drag e a cultura dissidente ganham espaço no Baixo Tocantins com a chegada da 4ª Residência Artística Drag Itinerante da NoiteSuja. O Coletivo NoiteSuja, um dos principais expoentes da arte Themônia no Pará, está em Cametá realizando uma intensa etapa de oficinas formativas, que ocorrem no período de 6 a 17 de julho.

As atividades reúnem participantes locais selecionados para o elenco cametaense, que contam com o suporte de uma bolsa-auxílio no valor de mil reais.

O foco do projeto na cidade é oferecer 10 dias de educação não-formal baseada na história da arte Drag no Brasil e no mundo, compartilhando os saberes acumulados pelo coletivo e se consolidando como um espaço de acolhimento, remuneração e reconhecimento artístico para a comunidade LGBTQIAPN+ local.

A mediação das dinâmicas fica por conta de nomes de peso da cena paraense: Tamara Tijuca, Ana Beatriz Moraes e Tristan Soledade.

POTÊNCIA ARTÍSTICA E INCLUSÃO EM CAMETÁ

A escolha de Cametá para sediar esta etapa de formação é altamente emblemática por ser o berço de grandes manifestações culturais e a terra natal de Pandora Rivera Raia, a segunda rainha da NoiteSuja.

De acordo com a coordenação, o grupo cametaense surpreendeu pela diversidade de corpos e identidades, incluindo uma expressiva participação de mulheres. “As filhas cametaenses têm uma enorme potência artística e são muito apaixonadas pela arte drag. Percebemos a participação de muitas mulheres, mostrando que a arte drag é para todos os corpos e identidades. A importância desse projeto também é essa: criar um imaginário sobre cultura drag para além de estereótipos”, destaca Tarcísio Gabriel, diretor de audiovisual do Festival.

A acessibilidade também é um pilar central durante todo o processo das oficinas, que contam com estruturas de inclusão — como uma Sala de Acomodação Sensorial — pensadas para acolher e dar suporte a todos os corpos e mentes participantes.

SERVIÇO:

O que: Oficinas de Formação da 4ª Residência Artística Drag Itinerante Período: 6 a 17 de julho, das 16h às 20h Público-alvo: Integrantes selecionados da comunidade LGBTQIAPN+ de Cametá Conteúdo: História da arte Drag, saberes coletivos e vivências estéticas

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